Balanço da semana

Julho 4, 2009 por Pedro M.

#ForaSarney
A vergonha alheia da semana, do ano, do século foi o #ForaSarney no Twitter. Na verdade, nem seria tanto se fosse só uma galera usando sem compromisso, só pra divulgar os protestos contra o presidente do senado que ocorreram Brasil a fora. O problema foi quando a galera se interessou apenas em tornar o #forasarney em trending topic, quando as celebridades do twitter criaram o tal dos piratas, quando imploraram pro Ashton Kutcher usar a tag e quando ele respondeu o que eles deveriam saber há muito tempo. Não sei o que foi pior, quem usou a tag loucamente, ou quem tentou usar os 140 caracteres pra argumentar contra a tag.

Brüno sem Jackson
Então, depois da morte de Michael Jackson, o filme “Brüno” de Sacha Baron Cohen foi reeditado, teve a cena em que uma irmã do Rei do Pop aparecia, LaToya Jackson. Segundo a Sony, “em respeito à família Jackson”. Por falar no repórter de moda gay austríaco, o Omelete divulgou quatro cenas da comédia, que estréia por aqui dia 31 de julho. Clica pra assistir.

Ronaldo e o Guaraná
No começo da semana, um vídeo intitulado “Olha quem era o monstro do comercial do Guaraná Antartica!” ficou ali em destaque nos Mais Populares do YouTube, por um tempo. O vídeo é um viral do Guaraná Antartica, bem criativo. Já estraguei a surpresa, mas pra quem ainda não viu, está aí em baixo.

The Office (UK) – DVD
Finalmente! Depois de oito anos, a série original que inspirou a adaptação americana de Michael Scott e a Dunder Mifflin, chega em DVD aqui no Brasil. Mesmo que sem muitos extras, vale a pena, a série é excepcional, uma das melhores  comédias já feitas. Mais um DVD para lista de “Falta Comprar”.

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Fernando Meirelles, Show do Milhão e Amnésia
Semana que vem, tem coisa nova na TV. O SBT estréia sua nova programação, com a volta do “Show do Milhão” nas quartas e o novo programa “Você se Lembra?” nas terças, versão brasileira do americano “Amnesia”.  O programa vai ser apresentado pelo comediante Zé Américo e tem como primeiro convidado o novo contratado da emissora do Baú, Roberto Justus. Pra quem não se importa com filmes dublados e com um monte de comerciais, o SBT exibe uma maratona com os quatro primeiros filmes de Harry Porter – bom lembrar que o 6º estréia nos cinemas brasileiros dia 15 de julho. Na terça-feira, dia 07, estréia na Globo, a imperdível “Som e Fúria”. Adaptação da canadense “Slings and Arrows”, tem a direção assinada por Fernando Meirelles e produção da O2 Filmes. A história é pintada com tons shakespearianos e traz um elenco tão seleto que é difícil de acreditar que a mini-série seja só um pouquinho ruim. Grande expectativa.

Bobble Head do Benjamin Linus 
A Comic Con acontece esse mês e novidades já começam a pipocar na internet. Entre os brinquedos que serão lançados, a Big Bang Pow! anunciou o lançamento de uma linha limitada de bonecos Bobble Head dos personagens de “Lost”. O primeiro cabeçudo é a versão da quinta temporada de Benjamim “Ben” Linus, ensangüentado e com tipóia. Dentro de uma caixinha da Iniciativa Dharma, o preço sugerido é de US$17, e serão produzidos apenas 1008 unidades. Além de mim e Dwigth, quem mais queria um? Via Blog de Brinquedo http://blogdebrinquedo.com.br

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Sites da Semana
Vamos lá, dica de dois sites essa semana. O primeiro é o Free Movie Wallpaper. O site tem papéis de paredes de todos os filmes que você quiser. Pra falar a verdade, nem sei se tem, mas que o site tem wallpapers de filmes novos, velhos, muito velhos, que ainda nem foram lançados isso tem. Tem bastante coisa legal lá, dêem uma navegada, mesmo quem prefere papeis de parede mais tradicionais, é legal ver os de alguns filmes mais antigos. Foi o primeiro. O segundo é o Awkward Family Photos. Quem nunca revendo álbuns de família antigos se deparou com uma foto de beleza questionável? Então, o Awkward Family Photos reúne fotos desse tipo enviadas pelos leitores. Tem muita coisa bizarra, como essa aí em baixo. Vale a pena dar uma conferida.

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Pra acabar
Menos de duas semanas pras minhas férias, mas sinto que até lá vou ter que estudar mais do que estudei o período todo. “Grey’s Anatomy” e “Ugly Betty” vão deixar de ser exibidas no horário nobre do SBT e, como as outras séries do Sr. Abravanel, vão ser empurradas para a madrugada. De novo, San Diego Comic Con chegando e rumores dizem por aí que “Smallville” anuncia duas novidades: um filme e um spinoff. E o vídeo da semana, apesar da maioria já ter visto não tem como serem outros, fica por conta dos dois últimos de Michael Jackson: o último ensaio para o novo show que estava em produção e a seleção de dançarinos para o mesmo. Aqui embaixo está o do ensaio, o outro é só jogar no YouTube que se acha fácil. É isso!

Os 11 piores Realities da TV Brasileira – Parte 2

Junho 30, 2009 por Pedro M.

99901693 modified5º – “Ilha da Sedução” – Lançado em 2002 pelo SBT, apresentado pela (futura)ex-fazenda Babi, era a versão brasileira de “Temptation Island”. Quatro casais, com relacionamentos de longa data, eram separados em dois hotéis distantes em uma ilha da República Dominicana, convivendo com 13 solteiros do sexo oposto. A fórmula do programa é excelente, sua premissa excepcional. Mas a versão brasileira cometeu um grande erro: tentou transformar um programa naturalmente polêmico em “comportado”. Enquanto as versões americanas traziam explicitamente as traições, com câmeras em todos os cantos, mostravam barracos entre as próprias solteiras e conversinhas meio sacanas entre os solteiros; a versão brasileira ficou na pura insinuação. Enfim, um casal saiu no meio pra se casar; uma compromissada trocou o namorado pelo solteiro; e um compromissado a noiva, por uma solteira. Sem contar a dramaticidade teatralmente forçada da apresentadora. O programa teve uma temporada só, foi exibido em outros países da América Latina e contou com mega produção da FOX. Tinha tudo pra dar certo. Não deu. Rumores contam que a Record está interessada em uma nova versão do programa, é esperar pra ver.

SIMPLE LIFE modified4º – “Simple Life” – Se Paris Hilton e Nicole Richie divertiram e agradaram de 2003 a 2007 na versão americana, Karina Bacchi e Ticiane Pinheiro deram sono. Em 2007, a Record trouxe as duas na versão nacional, com subtítulo de “Mudando de Vida”. As duas não tinham um terço da falta de noção das patricinhas americanas. Tiveram que apelar. Tudo era muito forçado e pouco crível. As bolas foras, as bocas sujas e o egocentrismo de Nicole e Paris que a dupla brasileira tentava copiar ficaram só na mais pura e vergonhosa tentativa. Não há previsão de novas temporadas.

wallpaper_fama1_800_bmp3º – “FAMA” – A primeira versão lançada em 2002, comandada por Toni Garrido e Angélica tinha edições diárias de 10 minutos após Malhação; e o grande programa semanal aos sábados após ao Huck. As quatro edições lançaram para fama, em ordem: Vanessa Jackson, Marcus Vinícius, Tiago Silva e Fábio Souza. Espera lá, quem? Pois é, é meio difícil de entender porque um programa de talentos feito pela Globo não consegue realmente que seus vencedores tenham o premio que queriam, a “fama”. Em parte, um grande equívoco das 4 temporadas foi considerar mais e dar mais importância a opinião dos jurados e professores da “Academia da Fama” do que ao público. Na fase final, eles tiveram o poder de eliminar candidatos, mesmo que a contragosto dos fãs, que votaram por semanas para os manter no programa. Não é á toa que outros concorrentes, que não venceram, fizeram mais sucesso que os próprios ganhadores. Como Roberta Sá, Marina Elali e Cídia e Dan. As duas ultimas versões foram gravadas na casa do BBB, as duas primeiras em uma mansão construída no Rio Water Planet. Toni Garrido deixou de apresentar a atração na segunda edição, Boninho assumiu a direção na terceira.

132º – “Country Star” – Primeira coisa, que fica registrado que esse programa não está aqui devido a sua temática country. Ok, então, vamos as considerações. Com um formato muito parecido ao de “Ídolos”, tinha a proposta de encontrar uma Shania Twain brasileira. Lançado em 2007 como quadro do “Terra Nativa”, foi apresentado por Guilherme e Santiago e os jurados eram Rick Bonadio, Bozzo Barretti e Zilu Camargo. Os apresentadores eram muito fracos, os jurados não convenceram e as músicas eram mais românticas do que de fato country. O quadro teve um ritmo lento demais, as participantes eram pouco interessantes e apesar da boa produção, ficou só na tentaiva. A audiência agradou a Band, entre 5 e 6 pontos, que colocou a versão masculina no ar em abril desse ano. Medalha de prata.

13_2456-nelson%20rubens1º – “Apartamento das Modelos” – O ano é 2002, o auge dos reality shows na TV. A RedeTV! descola um orçamento de 30 mil reais pra produzir um para chamar de seu, estava montado o cenário para um dos programas mais obscuros e bizarros da história. Oito modelos enclausuradas em um apartamento minúsculo, que teriam a rotina acompanhada por uma – isso mesmo, uma – câmera por 30 dias. Sem prêmios, sem competição, sem nada. Foi apresentado por um tempo por Nelson Rubens – de novo, isso mesmo, Nelson Rubens – por um período, depois passou a ser um quadro do “A Casa é Sua”. O roteiro, a direção, o cinegrafista e a criação eram tudo de um cara só. Claro, pra tentar animar o nada que acontecia, levavam algumas ‘atrações’ para as modelos. Como um stripper e o famosíssimo apresentador Sabbá. Ele tinha acabado de ser chifrado em rede nacional pela ex-esposa, Syang, na “Casa dos Artistas”; chegou no apartamento querendo pegar geral, ninguém quis pegar ele. Outra participação muitíssimo especial foi a visita da “morte”, que propôs uma brincadeira qualquer pras modelos, a que ganhasse, poderia pedir o que quiser. A menina que ganhou, escolheu ir pro meio da rua, ficou lá sentada no meio do asfalto. Tudo era visivelmente armado, mas, ao menos, eles tentavam dar uma disfarçada. Não deu. Sem dúvida nenhuma, medalha de ouro. Merecido.

Sérgio+MalandroHors-concours“Casa dos Desesperados” – Esse não pode entrar no ranking, seria injusto. Um marco na televisão brasileira, um primor! Surgiu também na onda dos realities em 2002, como quadro da “Festa do Malandro”, apresentado, é claro, por Sérgio Malandro. Em um apartamento minúsculo ‘equipado’ com uma piscina de plástico, um gay afetado, um travesti, um obeso comilão, uma garota de programa (que dá seu telefone de contato no ar), um anão, um valentão (o ‘bad boy’), um gago, uma fofoqueira, um sósia de Tim Maia, um japonês e uma loira sensual disputavam o prêmio de R$ 1.000 e uma cesta básica. Além de concorrer ao prêmio final, cada candidato recebeu R$ 60 por dia de participação. As situações eram tão surreais, tão inacreditáveis que ficava claro que tudo era a mais pura encenação e, provavelmente, dirigida pelo próprio Sergio Malandro. A questão é uma só, se fosse assumidamente um quadro de humor, seria aceitável, mas bater na tecla de reality, só fez passar vergonha. Mas, falando a verdade, era pura diversão trash barata. Inclino-me a retirar dessa lista. Merece vídeo:

Os 11 piores Realities da TV Brasileira – Parte 1

Junho 27, 2009 por Pedro M.

0,,1540592,0011º – “A Guerra do Sono” – Lançado como quadro do “Caldeirão do Huck” em 2003, 40 participantes disputavam um prêmio de R$ 40.000,00. Basicamente, “os guerreiros do bem” – como eram bregamente chamados pelo Luciano Huck – ficavam 48 horas initerruptas acordados. Nesse meio tempo, realizam provas em uma cidade cenográfica, “A cidade do sono”, para serem eliminados. As provas eram até divertidas, e só. Luciano Huck pode até ser um bom apresentador, mas o programa ficou arrastado e muitos episódios eram do tipo “nada acontece” – ficamos assistindo um bando de gente conversando, brincando, virando a noite, com sono e só. De novo. Deu sono. Teve só uma temporada.

programa-idolos-da-rede-record10º – “Ídolos” RECORD – Como funciona todo mundo sabe e conhece bem. A versão brasileira de “Pop Idol” feita em 2008 pela emissora do bispo, não agradou. A primeira versão, feita em 2006, pelo SBT, não lançou nenhum grande “ídolo”. Contudo, a expectativa dos fãs brasileiros das versões estrangeiras, além de outros fatores, é claro, contribui bastante pra ele ser bem sucedido. A versão da Record foi bem produzida, mas os jurados não eram nem um pouco carismáticos, Rodrigo Faro foi uma bola fora como apresentador, a edição da fase das audições era confusa e forçada e os próprios participantes não causaram sensação. A segunda temporada está em fase de produção.

hipertensc3a3o9º – “Hipertensão” – Lançado em 2002, apresentado por Zeca Camargo, trazia 6 anonimos, semanalmente na disputa por R$ 50.000,00. O programa causou sensação no começo devido a suas provas bem extremas. Uma delas, incluia entrar em uma cova e levar uma chuvarada de baratas e minhocas. Rendeu até processos pra Globo, acusando-a de humilhação. Com o tempo, foi perdendo a graça, a sensação era sempre de “já vi isso antes” e o público perdeu o interesse em ver banquetes com coqueteis de insetos vivos . O formato se desgastou rápido e ficou no ar só 5 semanas. Acabou com uma edição especial com a participação de atriz Carolina Dieckmann, da jogadora de basquete Janete, da ex-integrante do Big brother Brasil 2 Xaiane, do apresentador Luciano Huck, do ator Marcos Pasquim e do jogador de vôlei Tande.  Tande levou a melhor; uma das provas do especial consistia em separar com as mãos o maior número possível de cobras de barriga branca, deitado em um compartimento com 10 mil minhocas nas pernas e 5 mil baratas na cabeça. Bizarrice demais.

amorabordo8° – “Amor a Bordo” – Também como quadro do “Caldeirão” foi lançado em 2002, versão do holandês “Love Boat”. Nada mais que 7 homens e 7 mulheres solteiros, formavam casais logo de cara, e deveriam mostrar em provas que conheciam bem um ao outro. Forçar a formação de casais, sem dar a oportunidade dos participantes se conhecerem foi um erro, e, pior, estimular ainda a “fidelidade” entre eles pra eles ganharem no final apenas uma viagem de cruzeiro, nada bom. Aconteciam pouquíssimas coisas interessantes, e as tentativas desesperadas da produção em causar alguma ação eram meio vergonhosas. Teve gente que gostou, foram exibidas, no total, três versões. A primeira versão teve que ser reeditada várias vezes, quase foi boicotada pelo padrão Globo de qualidade.

7º – “20 e Poucos Anos” – Produzido e exibido, a primeira versão, no ano de 2000 pela a MTV, tinha uma premissa simples: 7 estranhos que se encontravam semanalmente em uma casa. Isso mesmo, semanalmente. O programa simplesmente acompanhava a rotina diária dos sete, faculdade, trabalho e os encontros nos finais de semana na tal casa. Com o passar do tempo, eles passaram a marcar encontros durante a semana, mas não adiantou pra acabar com a morosidade do programa. Foram exibidas quatro fases.

Faust_o6º - “Sufoco” – A primeira experiência BigBrotheriana na TV Brasileira. Lançada em 2000, como quadro do “Domingão do Faustão”, com direção do Boninho, trazia seis pessoas entre 21 e 40 anos passavam quatro dias numa casa de vidro, construída no parque Villa-Lobos, em São Paulo, onde eram realizadas provas físicas e intelectuais. A questão é: o que de interessante pode acontecer em 4 dias com 6 pessoas? Praticamente nada. E foi isso que aconteceu. Nem a edição que tentava criar alguma emoção, atingiu seu objetivo. O quadro teve 3 versões.

 

Continua…

RIP – The King of POP

Junho 27, 2009 por Pedro M.

Porque quando eu era pequeno, eu tentava horas seguidas fazer o moonwalk. Porque a genialidade extrema costuma acompanhar certa loucura e incompreensão. Nenhuma das muitas histórias e confusões será suficiente para diminuir o carisma e talento incomparáveis. Ainda me soa surreal. É! Triste!

“My Bloody Valentine” (2009)

Junho 13, 2009 por Pedro M.

Sou um assumido fã de filmes de terror e suspense. Se vejo algo novo na locadora – e velho também – nem penso duas vezes. Não me importo com atuações péssimas ou efeitos especiais de terceira. Sem isso perderia grande parte da graça (não que eu não gostaria de assistir um filme de terror super bem feito, com atuações excepcionais etc.). Nesse espírito, aluguei “Dia dos Namorados Macabro” para assistir ontem, 12 de junho.

O filme é um remake de uma produção canadense lançada em 1981. Seguindo a onda dos filmes slashers da época, como os massacres de “Michael Myers” e “Jason Voorhees”, “My Bloody Valentine” trazia a história de um assassino mascarado que no lugar de uma serra elétrica usava uma picareta para seu divertimento. Não convenceu. Não por ter um enredo de qualidade inferior ao dos outros assassinos. O problema era que se dizia “bloody”, mas a censura da época cortou tantas partes que o transformaram em um filme de sessão da tarde. Quase três décadas depois, o diretor Patrick Lussier trouxe o assassino-minerador Harry Warden piada sem graça de volta dos mortos.

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A nova versão trouxe uma novidade pros filmes do gênero, foi produzido com a mais alta tecnologia de 3D (o recurso, porém, só é disponibilizado em alguns cinemas). Bastou pra atrair um bom público para as salas. Pra falar a verdade, Jensen Ackles (o Dean de Supernatural) no papel principal também colaborou bastante. Infelizmente, não ter assistido esse filme no cinema, em 3D, tornou-se um dos meu maiores arrependimentos cinematográficos. Depois retorno a esse ponto, vamos ao filme.

O filme começa mostrando manchetes de jornais explicando o acidente que por responsabilidade de Tom Hanninger (Jensen Ackles) levou ao soterramento de seis mineradores. Entre eles, Harry Warden o único encontrado com vida. As investigações seguintes esclarecem que o tal Harry havia matado os outros cinco com uma picareta. No dia dos namorados, Harry acorda do coma em que se encontrava desde o resgate e comete um massacre geral, 22 mortes. Nos primeiros 15 minutos vemos logo três mortes sensacionais, uma perseguição tensa e como os recursos 3D foram provavelmente muito bem utilizados no cinema. Passam-se 10 anos, Tom volta pra cidade de Harmony, de onde havia desaparecido pela ultima década, é quando os assassinatos voltam a acontecer.

A boa impressão causada pelo ritmo frenético do inicio, não dura muito. As cenas de suspense e ação são muito espaçadas entre si, e durante esses intervalos, o filme se arrasta um pouco. Entra em uma de contar historinhas de amor e problemas de relacionamento dos personagens, e por mais que tentem convencer o publico de que aquilo pode ajudar a entender e a encaixar a trama, fica claro que é puro lenga-lenga.

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Colocando de lado esse ponto negativo, é o estilo slasher completo, em ótima forma. Cenas de sexo, nudez explicita, mortes com sangue voando para todos os lados, corpos (e suas partes) espalhados, gritaria, portas quebradas, mocinhas burras, perseguições com a indispensável queda no chão. Todos os elementos dos clássicos do estilo, do começo dos anos 80, estão ali. Aliás, apesar das seqüências enche-lingüiça, as que contam com a presença do assassino mascarado merecem destaque. Se em 81, as mortes foram censuradas, aqui elas não hesitam em serem o quanto mais explicitas possível. A picareta possibilita mortes bastante criativas. Dois momentos são especialmente empolgantes, os assassinatos do motel e a perseguição no supermercado. No tom certo de suspense, ação e mortes divertidas.

Estou me estendendo demais. Resumindo, para aqueles que gostam de filmes de terror, “Dia dos namorados macabro” é indispensável. Apesar de deixar a desejar em alguns momentos da narrativa (alguns cruciais) e ter alguns furos (não muito relevantes) no roteiro, vale à pena conferir o retorno dos slashers. Valeria mais a pena ainda, se essa nova fase nos filmes de horror fosse vivenciada saboreando a tecnologia RealD. Como já disse, não tive a oportunidade de assistir no cinemas e o recurso não está disponível para DVD (nem sei se é possível). Com certeza, tornaria o divertimento que é “My Bloody Valentine” bem maior.

3 Motivos para assistir “Casos de Família”

Junho 11, 2009 por Pedro M.

A Pole Dance de Christina Rocha:

A delicadeza de Christina Rocha com os convidados:

O divertimento que os convidados proporcionam:

“The Messenger”

Junho 11, 2009 por Pedro M.

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Então, fazia algum tempo que não lia livros assim, na falta de uma denominação melhor, um pouco mais POPs. Nada de estereótipo negativo (anotar, reflexão posterior: estereótipos podem ser positivos?). Foi quando eu comprei “Eu sou o mensageiro” (Editora Intrínseca – 2007), “The Messenger” no original, do mesmo autor de “A menina que roubava livros”, Markus Zusak. (Antes de tudo, fica o aviso, não garanto a pureza desse texto quanto a spoilers. Claro que não vou contar o final do livro, mas pra quem não gosta de ler nem contra capa, pararia por aqui.) De fato, comprei só por causa do autor, há 1 ano e pouco atrás, a historia de Liesel Meminger me emocionou divertiu bastante. Então resolvi dar uma chance pra Ed Kennedy, o protagonista de “Eu sou o mensageiro”. 

Da mesma forma que em “A menina”, a história é narrada em primeira pessoa pelo tal Ed. O cara é um perdedor completo, dono de um cachorro preguiçoso e fedorento, morador do suburbio, um zero à esquerda na cama, com sérios problemas amorosos e familiares. Como ele mesmo se refere com 19 anos e ainda não fez “porra nenhuma” na vida. 

Ed é um motorista de Taxi que um dia intervem em um assalto a banco.  A partir daí que a história se desenvolve. Queria, mas não vou entrar mais em muitos detalhes a respeito da história, cada surpresa, até as mais bobinhas, merecem ser mantidas.

A narrativa se desenvolve de forma que em alguns momentos se torna mais reflexiva, em outros mais dinamica. Mas um ponto bem caracteristico de “A menina” se mantém aqui (e acredito que deve se afirmar como marca de estilo do autor), a personificação dos sentimentos. Sempre tem uma alegria chutando, uma tristeza sentada em algum lugar, ou uma angústia escondida em baixo da cama ou dentro de uma gaveta. 

A linguagem transduz quase completamente o personagem, sem pudor, repleta de palavrões e gírias – devido a um ponto da personalidade dele, que não quero explanar aqui, às vezes pode soar um pouco exagerado. Mas logo no inicio se tem uma impressão que o tradutor é um senhor de 50 anos, que tenta adaptar o palavreado para um português que ele acha que se fala em algum lugar. Não se fala. Com o tempo, essa impressão vai se desolvendo, creio que mais por mérito do autor. Não sei se é propositalmente ou coisa que acontece com autor quando passa a se preocupar com pontos mais importantes da narrativa do que a encher de palavrão. De qualquer forma, é fato que conforme o personagem vai amenizando toda aquela rigidez em volta dele, a forma dele se expressar vai se tornando mais leve também. 

A cada personagem novo apresentado, a cada ação do nosso herói (no melhor estilo anti-herói), abre-se espaço para uma reflexão. Diferentes cada uma em sua forma, em seu momento. Se mais aprofundada ou mais superficial, o narrador deixa isso por conta do leitor. 

Enfim, antes que esse post fique pé-no-saco demais vou resumir : vale a pena ler “Eu sou o mensageiro”. Seja por pura diversão, ou por alguma catarse de identificação. Fácil, fácil isso ocorre. Não precisa ter 19 anos e ser um fracassado completo. Basta ter tentado uma vez, basta ter tido alguma vez aquela pontadinha de “eu quero mudar o mundo”, basta um dia não ter conseguido (fracasso é algo que soa ‘drama queen’ demais) ser um pouquinho herói.

O Senão do Blog

Junho 8, 2009 por Pedro M.

Começo a arrepender-me deste BLOG. Não que ele me canse; eu TENHO o que fazer; e, realmente, expedir alguns magros POSTS para esse mundo sempre é tarefa que distrai um pouco…

Mais difícil do que ter um insight criativo para um nome, uma url para um blog, é saber o que escrever na primeira postagem. Falta uma constância, um hábito, coisa do tipo “já esperava ver isso por aqui”. A verdade é que nem eu sei o que esperar ver por aqui, escrever é uma distração barata; colocar o que se escreve na internet é outra história, deve ter algum significado obscuro que se explicaria por algum motivo freudiano. Vai saber! Esse blog ainda merece uma boa explicação. Se o tivesse, eu daria. Imagino que será um blog pessoal, na etimologia mais pura. Mas, é claro, qual blog que não é? Por outro lado, creio que não será um blog pessoal, na etimologia TV Fama “Eu não falo da minha vida pessoal”. Nada de críticas a filmes, livros, séries, reality shows (logo, logo ficará claro que é um dos assuntos sobre os quais mais gosto de discutir) ou qualquer outra manifestação artística ou pseudo-artística. Apenas opiniões que pretendem ter o mínimo de fundamentação. Apenas postagens aleatórias sobre alguma coisa, ou com alguma coisa que me agrade, ou que esteja agradando por aí. Apenas pseudo-reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais que cerca um estudante de medicina. Sem exagerar ou abusar da medicina, é claro. De fato, fica bastante claro que eu não sei o que esperar desse blog. Depois de um devaneio desse tipo, vale provocar: o quão arrogante soa começar um blog parafraseando Machado? É a tal da inclusão digital.

Mas, ou muito me engano, ou acabo de escrever um POST inútil.