É difícil imaginar um filme de zumbi que fuja com mérito dos padrões de George Romero. “Zoombieland” que chega logo, logo nos cinemas brasileiros faz isso de maneira incrivelmente boa. Incrivelmente (um adendo, REC é outra que faz isso com muito bem). Acreditem, a boa crítica e o sucesso de público não foram a toa. Ao filme.
O filme retrata o apocalipse clássico de uma infestação na Terra por zumbis carnívoros. Mas, ao contrário de Romero, o diretor Ruben Fleisher traz zumbis mais rápidos, mais malandros e “espertos” do que o comum, o que leva Columbus (Jesse Eisenberg) enumerar as 4 regras básicas para se sobreviver em um mundo cheio de morto-vivos. E é a introdução um dos melhores momentos dos filme, dinâmica, cheio de efeitos especiais de primeira e engraçadíssima. A partir daí, só melhora.
“Zoombieland” traz a parte mais divertida e “real” – se isso lá é possível – que se pode ter do apocalipse. Sem lei, sem impedimentos, sair quebrando e destruindo coisas, roubando o que quiser, fazendo o que quiser. Tudo o que na “sociedade” seríamos impedidos de fazer. Pois é, meus caros, estão lá. Como na maioria dos filmes de mortos-vivos (e todos os filmes de Romero), as metáforas engajadas, as perspectivas sociais implícitas. Estão lá. Simplistas, ok. Mas não pecam em ser pedantes, ao menos.
Ao decorrer do filme, encontramos pontos tão altos, momentos tão geniais e fantásticos que só faz o bom, melhor. O defeito crucial é a trama rala, o que não de surpreender, pra falar a verdade. Columbus encontra Tallahassee, que encontram Wichita e Little Rock – isso mesmo, sem nomes próprios, apenas os lugares de onde vieram; olhas o ‘papel social’ ai – que partem para procurar o óbvio: família e lugar seguro. O que seria um defeito que estragaria totalmente a qualidade do filme é ofuscado por situações de pura diversão, seja pelo aspecto cômico ou pelo aspecto trash.
Outro fator que “Zoombieland” não peca é esse. Não tenta ser um trash feito com grande orçamento, um trash bem-feito (mesmo porque quando é bem feito, deixa de ser trash, mas isso é assunto pra outro post). O filme logo assume, um filme de zumbi sim, mas bem feito, bem produzido, bem editado, com bons efeitos, visualmente bem feito. E é, sem dúvida.
Tudo isso, torna, sem dúvida, “Zumbilândia” uma das melhores comédias de 2009. Com certeza. Vale muito a pena!
PS: Isso! 4 hambúrgueres de 5. Depois explico o porquê do hambúrguer, fica pra próxima!
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